A história por trás do Hestia — e por que três pais decidiram construí-lo.
O Hestia nasceu de uma conversa que mudou a forma como eu enxergo a infância hoje.
Minha filha tinha acabado de completar dois anos. Eu comentava, orgulhoso, como aquela fase era boa — quando um amigo, pai mais experiente, me disse algo que eu não esqueci:
"Aproveita. Os problemas não diminuem com a idade dos filhos. Eles crescem junto."
E então ele me contou o que estava vivendo. O filho dele, ainda adolescente, tinha se envolvido num grupo que usou inteligência artificial para criar imagens íntimas falsas de uma colega de escola. Da noite para o dia, aquele pai se viu no meio de um pesadelo: a escola, um processo, uma menina profundamente ferida, e a angústia de não ter feito ideia do que se passava no celular do próprio filho — até ser tarde demais.
Ele não era um pai ausente. Era um pai como eu, como você. Só não tinha como saber.
Foi ali que o Hestia começou a existir na minha cabeça.
Eu sou o Marcos, fundador do Hestia — e, antes de tudo, pai.
Aquela conversa me deixou com uma pergunta que não saía: como um pai presente pode proteger o filho de um mundo que cabe inteiro na palma da mão dele, e que muda mais rápido do que qualquer um de nós consegue acompanhar?
A resposta não era vigiar cada mensagem — isso é impossível, e sufoca. Era ter um aliado inteligente, que entendesse contexto: capaz de diferenciar uma brincadeira de um risco real, um desabafo passageiro de um pedido de socorro. Algo que respeitasse a privacidade da criança e, ainda assim, avisasse o responsável no momento que importa — não para invadir, mas para agir a tempo.
Não queríamos criar mais um app de controle que vira guerra dentro de casa. Queríamos criar uma rede de proteção que trabalha em silêncio, e que só chama o pai quando algo realmente precisa dele.
Levei a ideia ao Fabiano, desenvolvedor, e começamos a desenhar juntos o que o Hestia poderia ser. Conforme o app tomava forma, procuramos o Rafael para cuidar da parte jurídica — afinal, lidar com dados de crianças exige responsabilidade de sobra. Ele entrou para ajudar como advogado. Mas, sendo pai como nós, entendeu na hora que aquilo não era só um projeto: era uma solução para uma dor que atinge milhares de famílias. E decidiu entrar de vez.
Hoje somos três — e três pais — movidos pela mesma convicção.
Não somos uma empresa distante vendendo medo. Somos três pais construindo, para os filhos dos outros, a mesma proteção que queremos para os nossos.